RPA e a Nova Realidade da TI: Como as Empresas Estão Ajustando Sua Estratégia e Equipes?

RPA e a Nova Realidade da TI: Como as Empresas Estão Ajustando Sua Estratégia e Equipes?

No momento em que vivemos, a automação robótica de processos (RPA) deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar um fator crítico na competitividade, seja na oferta de produtos ou  serviços. Empresas de todos os portes e setores ao redor de todo o mundo estão cada vez mais voltadas para a digitalização e automação de suas operações, buscando ganhos de eficiência, redução de custos e escalabilidade. 

Conseguirmos visualizar um contexto de mercado RPA, global e da América Latina em crescimento exponencial. Segundo a Grand View Research, o mercado global de RPA deve crescer 32,8% ao ano entre 2021 e 2028, alcançando US$ 13,74 bilhões em 2028. Já o Reportlinker.com apresenta dados sobre o mercado de RPA nas Américas do Sul e Central, com o relatório que aponta que o valor do mercado da tecnologia nas regiões ultrapassará 1 bilhão de dólares até o ano de 2028.

Nesse cenário, a crescente demanda por RPA impõe um desafio significativo para os departamentos de TI das empresas, que precisam dar conta da demanda por inovação com a sustentação de suas estruturas e custos.

Então nos deparamos com uma questão central: como as empresas devem estruturar suas áreas de TI para garantir que a automação avance sem comprometer outras prioridades estratégicas? A resposta não é simples e passa por escolhas estratégicas entre internalização de competências, alocação de especialistas externos e reestruturação do próprio papel da TI dentro das organizações.

O Posicionamento da TI no Novo Cenário de Automação

Os departamentos de TI muitas vezes são vistos como áreas de suporte, responsáveis por manter sistemas funcionando e garantir a continuidade das operações. Entretanto, com a digitalização acelerada que vivemos, os departamentos de TI precisam se posicionar como vetores estratégicos, capazes de impulsionar inovação e transformação digital.

No contexto da automação RPA, a necessidade dessa mudança de papel se torna ainda mais evidente. As empresas que desejam aproveitar ao máximo os benefícios da automação precisam de uma TI preparada para atuar como facilitadora e orquestradora, sendo capaz de fluir essas demandas sem gerar gargalos. Isso significa que a TI precisa estar alinhada aos objetivos estratégicos de negócio, garantindo que as soluções RPA não apenas substituam tarefas manuais pontuais, mas que sejam pensadas e arquitetadas com visão de negócios e sistêmica, para que os ganhos sejam relevantes. 

A grande questão, porém, é que muitas áreas de TI já operam no limite de sua capacidade, lidando com desafios como manutenção de sistemas legados, integração de novas tecnologias e suporte a diferentes áreas da empresa. Essa sobrecarga pode fazer com que muitos projetos de automação sejam adiados ou implementados de maneira fragmentada, reduzindo seu impacto positivo no negócio.

O Dilema Entre Internalizar ou Contar com Especialistas Externos

Para lidar com essa nova realidade, as empresas precisam decidir entre desenvolver internamente as competências necessárias para lidar com RPA ou contar com parceiros especializados na implantação e manutenção dessas soluções. Ambas as opções têm vantagens e desafios, sendo a escolha ideal dependente da estratégia e da maturidade digital da organização.

Internalizar  especialistas em RPA pode parecer uma solução lógica à primeira vista. Com uma equipe dedicada, a empresa teria mais autonomia na criação de automações e na adaptação de processos internos. No entanto, esse caminho envolve desafios consideráveis, como a dificuldade de encontrar profissionais qualificados, os altos custos com treinamento e a necessidade de manter um time atualizado frente às rápidas mudanças tecnológicas. Além disso, muitas empresas não possuem um volume contínuo de demandas que justifique a criação de uma equipe dedicada a RPA.

Por outro lado, a alocação de especialistas externos surge como uma alternativa mais flexível e estratégica. Contar com consultorias especializadas permite que as empresas implementem automações de forma mais ágil, reduzindo riscos e garantindo o uso das melhores práticas de mercado. Além disso, essa abordagem possibilita a alocação de especialistas para projetos específicos, sem a necessidade de manter uma equipe interna dedicada e com altos custos fixos.

Do ponto de vista financeiro, a contratação de serviços especializados em RPA pode representar um custo inicial menor e um retorno mais rápido, especialmente para empresas que ainda estão iniciando seus projetos de automação. Já para organizações com uma estratégia digital mais madura e que planejam uma expansão massiva de RPA, um modelo híbrido – combinando talentos internos com profundo conhecimento das regras de negócio da empresa com a consultoria externa, com conhecimento técnico especializado– pode ser uma solução.

O Futuro da TI e o Papel Estratégico da Automação

Independentemente da abordagem escolhida, o fato é que os departamentos de TI precisam se preparar para um futuro onde a automação será cada vez mais presente e estratégica. Isso significa repensar processos, redefinir papéis dentro da organização e, principalmente, garantir que as iniciativas de RPA estejam alinhadas com os objetivos estratégicos de negócio. São essas definições bem pensadas que elevarão os resultados da automação de processos como leitura de notas fiscais, lançamento de dados em sistemas, manipulação de planilhas e envio de mensagens, entre tantas outras, para que agreguem o máximo valor na performance da operação como um todo e não sejam apenas resultados pontuais.

Mais do que uma solução para aumentar a produtividade, RPA deve ser visto como um elemento-chave na jornada de  transformação digital, capaz de gerar vantagem competitiva e otimizar o uso dos recursos. A TI, por sua vez, precisa assumir um papel ativo nesse movimento, deixando de ser apenas uma área operacional para se tornar um motor de inovação dentro da empresa.

Nesse contexto, as organizações que conseguirem estruturar um modelo eficiente para lidar com a crescente demanda por RPA estarão um passo à frente no mercado, garantindo não apenas ganhos operacionais, mas também uma base sólida para crescer de forma sustentável e escalável.

E em sua realidade profissional, como tem enxergado essa questão e observado os movimentos internos das empresas e das tendências de mercado? Quais são as perguntas e respostas que parecem apontar os caminhos de solução para vocês?

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