ÓLEOS QUE MANCHAM A PELE NO SOL PARTICIPAM NA DEFESA DAS PLANTAS

E, você sabe o que é LFC no rótulo dos óleos essenciais cítricos?

Para quem quer usar um óleo essencial sem furanocumarina, existe a opção de comprar o LFC (a sigla significa Livre de Furanocumarina). Geralmente as furanocumarinas não evaporam, são pesadas demais pra isso. Então, elas acabam aparecendo mais em óleos cítricos prensados. Se eles são destilados sob pressão baixa, consegue-se eliminar num nível estes compostos de forma a não apresentarem mais problemas. Você consegue comprar na Laszlo óleo de limão, bergamota e laranja LFC para uso sem risco de manchar ou lesar a pele se for ao sol.

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A luz solar fornece a energia necessária para todos os processos bioquímicos, fisiológicos e de desenvolvimento necessários ao crescimento, à reprodução e à sobrevivência das plantas. A luz também exerce um importante papel na defesa da planta. Entre 75 e 100 fotossensibilizadores ou fototoxinas, moléculas que se tornam tóxicas na presença de luz, foram extraídas de plantas. Estes compostos pertencem a pelo menos 15 classes fitoquímicas diferentes, como exemplo de algumas encontradas em óleos essenciais:

Furanocromonas como a Kelina, presente no óleo de Khela (Ammi visnaga);
Furanocumarinas como o bergapteno, bergamotina e outros psoralenos encontrados em óleos cítricos, ou a angelicina encontrada na Angélica;
Cumarinas como o citrapteno (5,7-Dimethoxycoumarin) encontrado em óleos cítricos;
Sesquiterpenos como o 2,7-Dihidroxicadaleno, presente no óleo essencial e algodoeiro (Gossypium hirsutum) (Obs.: a maioria dos sesquiterpenos de óleos essenciais não são fototóxicos).

Em mais de 100 famílias de angiospermas (plantas com flores), fototoxinas ou compostos com atividade fototóxica foram identificados em cerca de 40 famílias botânicas. A maioria destas fototoxinas são produzidas pelas plantas com finalidades biocidas capazes de matar uma ampla gama de organismos potencialmente prejudiciais, incluindo; Vírus, bactérias e fungos patogénicos, nemátodos e insectos herbívoros, bem como espécies de plantas concorrentes.

Desta forma, percebemos que os compostos fototóxicos possuem uma enorme importância para as plantas na sua defesa contra uma ampla variedade de organismos prejudiciais na natureza e que sua presença em óleos essenciais influi profundamente na capacidade antimicrobial que estes óleos possuem.

Dentre os compostos fotossensibilizadores mais comuns em óleos essenciais, as furanocumarinas são os mais comuns e amplamente difundidos entre os óleos cítricos. Elas agem aumentando a sensibilidade da pele próximo do ultravioleta (UV-A, 320-400 nm).

Em combinação com o UV-A, as furanocumarinas são utilizadas por dermatologistas no tratamento de muitas doenças dérmicas e auto-imunes (terapia PUVA e fotoforese). Por exemplo, no vitiligo, um gel ou creme contendo 5% de óleo essencial de bergamota ou Khella, se passado diariamente na pele na área despigmentada, faz com que a pele retome a cor natural gradativamente. Não deve ser passado na área onde a cor da pele está normal. Este procedimento não cura, mas ajuda a amenizar a aparência do vitiligo.

Alguns bronzeadores do mercado, possuem furanocumarinas (psoralenos) em sua fórmula, por isso a pele bronzeia rápido ao passá-los na praia.

As furanocumarinas possuem também outros efeitos. Por exemplo, em humanos, a bergamotina e a dihidroxibergamotina são compostos responsáveis pelo efeito do suco de grapefruit afetar o metabolismo de determinados medicamentos. Este efeito também pode ocorrer, porém em menor intensidade (por reter pouca bergamotina), se ingerido o óleo de grapefruit.

Quando a luz do sol atinge uma molécula de furanocumarina na pele, promove uma reação oxidativa que leva à formação de um radical livre. Este radical livre é absorvido pelas células da pele e inicia um processo de lesão ao DNA que dura algumas horas. Como mecanismo de defesa é ativada a enzima tirosinase que inicia a produção de melanina para pigmentar a pele e proteger as células de serem danificadas. O abuso do uso de produtos ricos em furanocumarinas na pele é que causa manchas, bolhas e danos na pele.

Se você busca o máximo dos efeitos dos cítricos, use o óleo normal, não LFC, tomando apenas cuidado de não ir ao sol após passá-lo. E evite também estes outros óleos que, mesmo quando destilados, podem conter traços de furanocumarinas ou furanocromonas fototóxicas: angélica, todos os cítricos, aipo, khella, arruda, salsa, cenoura, cominho.

Para quem quer usar um óleo essencial sem furanocumarina, existe a opção de comprar o LFC (a sigla significa Livre de Furanocumarina). Geralmente as furanocumarinas não evaporam, são pesadas demais pra isso. Então, elas acabam aparecendo mais em óleos cítricos prensados. Se eles são destilados sob pressão baixa, consegue-se eliminar num nível estes compostos de forma a não apresentarem mais problemas. Você consegue comprar na Laszlo óleo de limão, bergamota e laranja LFC para uso sem risco de manchar ou lesar a pele se for ao sol.

Autor:
Fábián László
Cientista aromatólogo

Referências:
1. Kakar, SM; Paine, MF; Stewart, PW; Watkins, PB (2004). “6′,7′-Dihydroxybergamottin contributes to the grapefruit juice effect”. Clinical Pharmacology and Therapeutics. 75 (6): 569–579.
2.Potapenko AIa1, Malakhov MV, Kiagova AA.. Photobiophysics of furanocoumarins. Biofizika. 2004 Mar-Apr;49(2):322-38.
3. Ballaré CL. Light regulation of plant defense. Annu Rev Plant Biol. 2014;65:335-63.

 

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