VOCÊ SABIA QUE PLANTAS AROMÁTICAS PODEM AFETAR O CRESCIMENTO DE HORTALIÇAS NA SUA HORTA?

A tese a seguir, de Tiago dos Santos, mostra os resultados positivos ou negativos de alguns óleos essenciais no desenvolvimento do alface, tomate, pimenta e rúcula. É interessante ler todo o artigo, pois ele contém citações de pesquisas interessantes de outros autores com resultados comparativos. Link da tese completa no final dos textos para acesso. F. Laszlo

O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito do solo pré-cultivado com plantas aromáticas no desenvolvimento inicial de plântulas de alface e verificar o efeito de extratos aquosos de plantas aromáticas no desenvolvimento inicial de plântulas de rúcula, tomate, pimenta e alface.

O primeiro experimento foi conduzido em delineamento experimental inteiramente casualizado, com três repetições e onze tratamentos: solo pré-cultivado com hortelã-comum (Mentha x villosa), hortelã-brava (Mentha arvensis), hortelã-pimenta (Mentha piperita), Mentha spp., capim-citronela (Cymbopogon winterianus), capim-limão (Cymbopogon citratus), manjericão de folha larga (Ocimum basilicum), manjericão de folha roxa (Ocimum gratissimun), tomilho (Thymus vulgaris), sálvia (Salvia officinalis) e solo da mesma área sem cultivo prévio de planta aromática (controle).

Aos 30 dias após o semeio, foram avaliadas: índice de velocidade de emergência (IVE), taxa de sobrevivência (TS), número de folhas (NF), comprimento da raiz principal (CRP) e da parte aérea (CPA), massa fresca da raiz (MFR) e da parte aérea (MFPA) e massa seca da raiz (MSR) e da parte aérea (MSPA). Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Para testar o efeito dos extratos de plantas aromáticas, Foram utilizados extratos nas concentrações de 1 e 5% (p/v) das espécies aromáticas: Mentha x villosa, Lippia sidoides, Cymbopogon citratus e Mentha spp. Esses extratos foram obtidos a partir de extração por infusão (quente) e frio.

Os resultados do primeiro experimento mostraram diferença significativa em relação ao IVE, sendo que o tratamento com C. citratus afetou negativamente a emergência das plântulas. O tratamento com M. arvensis apresentou uma TS de apenas 16% das plantas aos 30 dias após a semeadura. O NF foi menor no tratamento com M. arvensis, diferentemente de todos os demais, exceto S. officinalis.

A MRF e MFF foram estimuladas pelo tratamento com T. vulgaris sendo superior a todos os outros tratamentos. Os resultados obtidos permitem concluir que houve efeito negativo de M. arvensis e positivo de T. vulgaris no desenvolvimento inicial de plântulas de alface.

Houve influência dos extratos das aromáticas sobre as hortaliças. Em alface todos os extratos inibiram o desenvolvimento das plântulas comparado ao controle. M. x villosa foi a que apresentou maior efeito negativo na pimenta. Para tomate e rúcula embora tenha havido diferença significativa para o tomate, não foi possível identificar nenhum efeito negativo ou positivo entre os
tratamentos.

CONCLUSÕES
Os resultados obtidos permitem concluir que o solo cultivado M. arvensis apresenta efeito inibitório no desenvolvimento da alface possivelmente por presença de exsudatos radiculares ativos na rizosfera. O solo cultivado com T. vulgaris apresentou efeito benéfico, estimulando o desenvolvimento inicial da alface.
Os dados preliminares obtidos permitem concluir que há efeito
alelopático dos extratos de plantas aromáticas no desenvolvimento inicial de alface, pimenta e tomate.

REFERÊNCIA E LINK DE ACESSO:
Pereira, Tiago dos Santos Influência do uso de plantas aromáticas no desenvolvimento inicial de hortaliças / Tiago dos Santos
Pereira. — Brasília, 2014 – http://bdm.unb.br/bitstream/10483/8688/1/2014_TiagodosSantosPereira.pdf

 

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