HOMEOPATIA X ÓLEOS ESSENCIAIS

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É frequente alguém nos enviar uma mensagem perguntando, posso usar homeopatia com óleos essenciais? A mesma pergunta é feita a inúmeros terapeutas, e a grande maioria fica no ar, “pode” ou “não pode”? E aí, o que você acha?

Mas onde se justifica esta preocupação? É que na homeopatia, acredita-se que tudo que possua cânfora ou substâncias de cheiro forte (geralmente geladas e ricas em mentol e 1,8-cineol), teria um impacto de cortar o efeito da homeopatia utilizada.

Bom, se formos analisar a composição de cada óleo essencial, encontraremos por exemplo uma bergamota, considerada segura para uso com homeopatia pelos “leigos”, tendo uns 0,001% de cineol (eucaliptol). Também veremos uma lavanda, tida como segura, tendo 0,01% de cânfora e algumas vezes até mais de 1% de cineol. Se pensarmos que a homeopatia funciona pela energia das moléculas impressa na água e não pela sua parte química, temos de ser sensatos e considerar que alguns milhares de moléculas que dão 0,001% são passíveis de afetar energeticamente também.

Na homeopatia, a partir da 12ª diluição centesimal, segundo a lei de Avogadro, já não encontramos moléculas da substância, mas contudo há efeito! Se há efeito sem moléculas, 0,00000000001% do composto teria efeito também no óleo essencial e todos os óleos essenciais indo por este pressuposto seriam contra-indicados para quem usa homeopatia, pois todos tem compostos gelados e intensos, que supostamente “cortam o efeito da homeopatia”. Contudo…

A questão da cânfora e compostos de cheiro forte anularem a homeopatia já é algo questionável pelos próprios homeopatas, que se dividem em aqueles que condenam o uso destes compostos com homeopatia e outros que não são tão rígidos neste sentido (e, seus pacientes, ainda assim tem melhoras). Os seguintes fatos são argumentos que envolvem tal questionamento:

1o, se compostos canforados, mentolados e cineólicos anulam a homeopatia, como fica então o uso de pasta de dentes, balas, chicletes ricos em cânfora, mentol, cineol e outras substâncias geladas? Nem todos os homeopatas consideram isso um risco e não pedem para seus pacientes pararem de usar.

2o, se estas substâncias interferem na energia do corpo e cortam a homeopatia, não seria sensato dizer que café, chocolate, antibióticos, conservantes, remédios, cigarro, cerveja, fumaça de cano de descarga de automóveis, stress, ou uma boa churrrascada com bastante gordura e chorizzo no almoço interferem também e acabam com todo o efeito da homeopatia? Afinal, se estamos falando de energia, só cânfora tem o poder de anulação? Um boi que morreu no matadouro não teria descarregado uma boa carga de sofrimento em sua carne suficiente para anular uma homeopatia tão delicada e sutil também?

3o, é contra-indicado colocar remédios homeopáticos próximo a aparelhos emissores de ondas eletromagnéticas como tv, monitor, computador, celular, microondas, por sua energia eletromagnética poder anular a vibração sutil da homeopatia no frasco. Mas o que dizer de uma pessoa que trabalha 8 horas por dia na frente do computador? Ou que atende pelo menos 10 vezes ao dia seu celular? A homeopatia que tomou foi toda eliminada? Lembre que hoje fala-se muito de radiação de celular até causar câncer e tem pessoas que ficam com celular na cabeça várias horas do seu dia. Se não na cabeça, nos dedos teclando mensagens.

Ao nosso ver, a homeopatia funciona por um sistema de equilíbrio com outras coisas.

Duas hipóteses.

1) Você acorda, usa seu óleo essencial, escova os dentes, toma café, e depois, 30minuntos depois usa sua homeopatia, ela daí começa a fazer efeito.

Se na hora do almoço você comeu algo pesado, gordurento, tomou café, coca-cola, a homeopatia foi cortada por uma energia densa, telúrica ter tomado o corpo. Se inalou ou ingeriu óleo essencial, ou chupou balas, tomou café, também. Mas… meia hora após o almoço, a pessoa toma a homeopatia de novo. O efeito se restabelece e vai fazendo efeito até o próximo agente químico ou eletromagnético ser usado e cortar o efeito novamente, para nova dose ser usada para restabelecer a ação.

2) Homeopatia não é tão sensível assim como dizem, senão não faria efeito e funciona com cânfora, óleos essenciais e outras coisas. A diferença seria que a cânfora homeopática usada como antidoto é DINAMIZADA e a outra, como a que existe em óleos essenciais não é, está em nível mais denso.

Este texto não nos põe numa definição final. Contribua aqui com seu ponto de vista, do que pensa, achou ou refletiu. Polêmica é bom e nos faz crescer! E este é um ponto de constante polêmica para quem usa homeopatia e óleos essenciais e analisar as coisas como foi feito de uma perspectiva mais ampla, profunda e questionadora, como um bom cientista “do bem” faz, nos permite avançar de forma mais promissora e menos limitada a dogmas antigos que possam precisar mudar e evoluir com a visão moderna.

“O mundo é o que você enxerga, mas principalmente o que você quer enxergar e o que você quer fazer dele…”
Augusto Branco

Autor:
Fábián László
Cientista aromatólogo
(Obs.: Jovem, aos 19 anos de idade (quase 20 aos atrás) concluiu o 1o curso de Homeopatia ministrado em Belo Horizonte através da Faculdade de Viçosa, com o professor José Alberto Moreno.)

 

pria

Sua Saúde Natural!
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2 thoughts on “HOMEOPATIA X ÓLEOS ESSENCIAIS

  1. Jorgeta Silva da Rocha,

    Encontrei no texto uma grande riqueza de conteúdo o qual contribuiu para responder ou participar efetivamente de um conjunto de respostas, reflexões e análise sobre a ação e efeito imediato e eficaz das substâncias homeopáticas no organismo. Há alguns anos recebi um tratamento homeopático em dose única e foi muito positivo quanto à imediata ação e resposta de eliminação dos sintomas de desequilíbrio orgânico (dores no corpo, indisposição e depressão). Recentemente, busquei novamente o auxílio médico-homeopático e o resultado foi igualmente satisfatório e instantâneo. O alto grau de stress e modo de vida contemporâneo em minha opinião e diretamente proporcional ao desequilíbrio energético e desencadeador de doenças. Tenho acompanhamento de experiente profissional que segue os princípios de tratamento de maneira não tão rígida como me pareceu, sendo que alertou sobre o não uso de cânfora ou mentol a fim de não cortar o efeito do fármaco prescrito. No entanto, pouco familiarizada sobre o assunto, após 14 dias do uso inicial da primeira dose 200CH Lipocodyum, ingeri mais ou menos 1/4 de um chocolate com menta e não ingeri mais porque me dei conta da composição e que não era recomendada. Percebi inúmeras vantagens do remédio até ali, mas uma perda progressiva do efeito positivo se mostrou com gradual retorno de sintomas , ainda que tenha mantido boa parte do mesmo efeito curativo. Passei a ficar ainda mais atenta às interações possivelmente negativas com a homeopatia com o intuito de garantir o resultado curativo induzido por ela. Após completar os 30 dias da primeira dose, em reconsulta expus os resultados ao médico homeopata que prescreveu 1000CH Lipocodyum e realmente reforçou evitar as duas substâncias: cânfora e mentol. Após 1 semana, discutindo a questão em família, verificamos o creme dental e percebemos a presença de menta, mentol que inadvertidamente fazíamos uso. foi bem complicado encontrar uma marca ou tipo de uma marca sem a substância, mas conseguimos. Ainda assim, também penso que outras substâncias e energias com as quais nos deparamos podem intervir, reduzir efeito, atrapalhar a ação do medicamento, mas penso que o que foi dito aqui do composto ingerido, quando dinamizado trazer maior risco, bem como a exposição contínua ou a concentrações tais que viriam a comprometer a dosagem recebida do remédio. Entendo que o melhor mesmo é procurar evitar qualquer exposição desequilibrante a fim de obter melhores resultados. Ficar longe de menta, cânfora e também cineol, penso ser determinante e demais substâncias citadas no artigo ou mesmo a exposição aos aparelhos da tecnologia moderna e demais efeitos em nosso cotidiano tanto quanto possível. Buscar uma alimentação saudável e melhor qualidade de vida, tais como maior contato com a natureza, tranquilidade, boas horas de sono, descontração, lazer, procurando mesmo não exagerar em nada. Ainda que pareça repetitivo e de certo modo utópico, essencialmente no Brasil, precisamos desenvolver esse cuidado de nós mesmos. Grande abraço,
    Jorgeta

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