PAIS AFIRMAM QUE ÓLEOS ESSENCIAIS AJUDAM SUAS CRIANÇAS AUTISTAS

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Este tratamento alternativo tem ajudado famílias em todo o mundo a lidarem com os problemas do autismo – Por Conan Milner

O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma deficiência de desenvolvimento que apresenta um desafio significativo para as famílias. As crianças diagnosticadas possuem comportamento diferente dos demais. Luzes brilhantes e ruídos altos podem assustá-las facilmente, e também pode ser difícil para elas lidar com mudanças bruscas em suas rotinas.

Além de tudo isso, as crianças com TEA, muitas vezes, têm dificuldade em socializarem-se e comunicarem-se, por isso podem ser incapazes de expressarem-se em relação a algo que as incomode. Quando oprimidas, podem desencadear uma crise, pois normalmente estão com seu equilíbrio emocional alterado: elas se mostram emocionalmente devastadas, sendo impossível confortá-las. As crises podem ser longas, gerando circunstâncias estressantes, o que pode desencorajar os pais de saírem em público com seus filhos.

Até o momento, não há cura para o autismo, e as terapias convencionais disponíveis para enfrentar os desafios associados ao transtorno são limitadas; por isso, muitos pais procuram outras alternativas.

Um tratamento que tem recebido muita atenção é o realizado com óleos essenciais. Um número crescente de pais dizem que estes compostos quimicamente complexos, à base de plantas, podem ajudar a aliviar a ansiedade e a preocupação de seus filhos, e podem até reduzir uma crise nervosa.

Shannon Coconis começou, há alguns anos, a usar óleos essenciais para tratar os problemas de autismo de seu filho. Ela seguiu o tratamento do médico e até mesmo ajudou a desenvolver o protocolo, mas ela também participava de fóruns onde outros pais de crianças com autismo partilhavam suas experiências.

Uma mãe relatou em um fórum o grande sucesso dos óleos essenciais no tratamento de sua filha com autismo, o que fez com que Coconis decidisse experimentá-los em seu filho Sam, de 12 anos. Ela foi inicialmente atraída pelo tratamento por este ser natural e não invasivo. Porém, hoje em dia, ela o considera uma ferramenta terapêutica valiosa.

“Eu não tinha visto nada mudando após o primeiro mês”, disse ela. “Então eu parei com os dois óleos que estava usando, e de repente ele começou a se mover loucamente. A única coisa que eu podia entender era que ele precisava de seus óleos. Então, retornamos com os óleos e ele melhorou o seu comportamento”.

Remédios essenciais

Um dos benefícios do tratamento com o óleo essencial é a sua facilidade de administração. É uma grande vantagem para os pais da comunidade do TEA.

“Isto não é como dar comprimidos a uma criança que não quer engoli-lo, e se há um tipo de terapia que eles não aceitam, nós temos que obrigá-los a aceitá-la”, disse Coconis. “Os óleos são tão fáceis. É tão fácil quanto respirar, e podem afetar seu comportamento, humor e metabolizar o que está acontecendo dentro do corpo; é um ganha-ganha, pois ele só vai a favor de seu filho”.

Os óleos essenciais são, normalmente, extratos oleosos aromáticos, extraídos de raízes, flores, folhas e brotos de muitas plantas diferentes. O sentido do olfato está intimamente ligado ao sistema límbico do cérebro, que regula os processos hormonais e emocionais. Na aromaterapia, utilizam-se os óleos essenciais para o tratamento de vários tipos de enfermidades: o aroma é, desta forma, o agente curativo fundamental para a cura do corpo e da mente.

Ao utilizar óleos essenciais, alguns simplesmente cheiram a essência, outros colocam algumas gotas em um lenço para levarem em seu bolso. Outra opção é um difusor, um dispositivo que pulveriza uma fina camada de óleo essencial e água para manter o aroma durante todo o dia. Os óleos essenciais podem também ser aplicados topicamente (diluídos com um óleo carreador, como óleo de semente de uva ou de coco), sendo absorvidos através da pele.

Coconis passa o óleo nas solas dos pés e na parte de trás do pescoço de seu filho: dessa forma, os óleos rapidamente alcançam o sistema nervoso. Esse é um método que ela aprendeu com outras mães através da internet.

Um dos grandes desafios que Coconis teve com seu filho, foi o de mantê-lo no quarto na hora de dormir. “Ele costumava levantar-se várias vezes durante a noite: não ficava em seu quarto, não deitava, nem ia dormir. Eu costumava usar melatonina. Mas, mesmo aumentando a dose, acabava obtendo o mesmo resultado”, disse ela.

Em seguida, Coconis tentou o óleo essencial de camomila. Com seu cheiro doce, este óleo é conhecido como sendo um poderoso calmante para uma mente inquieta e agitada.

“Nenhum efeito foi observado durante a noite, mas após dois meses, eu percebi que ele era capaz de ficar em seu quarto. E agora, neste ano, chegou a um ponto em que eu vou em seu quarto, ligo o difusor e raramente tenho que voltar”, disse ela.

Outros óleos que Coconis tem em seu arsenal de tratamento do autismo incluem o óleo essencial de incenso, o de laranja e o de uma erva indiana, com um cheiro muito similar ao de terra, chamado vetiver.

“Vetiver realmente parece acalmá-lo”, disse ela. “Quando eu coloco o vetiver, a crise termina rapidamente. Tenho este óleo sempre à disposição, para garantir que ele possa respirar. Eu vejo que o período de raiva é encurtado quando ele está tendo uma crise. Definitivamente, é uma grande ajuda.”

Escrutínio científico

Alguns pais não veem nenhum alívio com o tratamento dos óleos essenciais, mas muitos relatam que ele é eficaz ao fazer com que crianças autistas fiquem em suas camas durante a noite, e também ao fazer com que haja uma transição mais suave de uma atividade para outra.

Ainda não está claro quantos pais usam óleos essenciais no tratamento do TEA, mas os números são grandes o suficiente para chamarem a atenção dos médicos. Pesquisadores da Universidade Estatal de Ohio (OSU), nos Estados Unidos, querem saber o quão seguro e eficaz é este tratamento.

O Dr. Jill Hollway, cientista pesquisador do Wexner Medical Center, na OSU, e sua equipe de pesquisa estão atualmente realizando um estudo duplo-cego randomizado, para ver se os óleos essenciais realmente ajudam os desafios emocionais e comportamentais associados ao autismo.

“Uma das coisas que são difíceis para as crianças com transtornos do espectro do autismo é a transição de uma atividade para outra ao longo do dia”, disse Hollway. “Nós iniciamos o estudo para determinar a segurança e a eficácia destes óleos para ajudar nas transições de atividades ao longo do dia, e para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.”

Estudos anteriores mostraram que óleos essenciais específicos podem melhorar a função cognitiva de crianças, e alguns óleos realizam esta tarefa melhor do que outros. Talvez, o mais famoso estudo seja o do Dr. Terry Friedmann, que por dois anos observou crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Friedmann descobriu que a inalação regular do óleo de vetiver por 30 dias, melhorou o padrão de ondas cerebrais, o desempenho escolar e os padrões de comportamento em todas as disciplinas. O óleo de cedro foi responsável por uma melhora de 80% dos pacientes e o de lavanda por 5%.

Entretanto, sem dúvida, o óleo de lavanda pode ajudar nos casos de autismo. Vários pais de portadores do TEA confirmaram que o óleo de lavanda é responsável por relaxar seus filhos antes deles irem para a cama.

Os pais estão no processo de tentativa e erro. Coconis e outros pais descobriram que o óleo essencial pode ajudar uma criança com autismo, mas não necessariamente funciona bem com outra. Então, ao invés de apenas utilizar os óleos separadamente, os pesquisadores da OSU avaliaram duas misturas de 18 óleos essenciais, normalmente usadas pelos pais para tratar os sintomas da TEA.

“Acreditamos que as misturas melhoraram a capacidade dos autistas de relaxar ainda mais do que um único óleo”, disse Hollway. “Algumas pessoas só usam óleo de lavanda ou sândalo, mas estamos estudando vários outros óleos, porque acreditamos que isso levaria a um aumento na dinâmica de relaxamento”.

Os pais que participaram do estudo aplicam topicamente os óleos na parte de trás do pescoço e nos pés do seus filhos antes de irem para a escola, assim como faz Coconis. Cerca de 20 minutos antes de dormir, os óleos começam a se espalhar no quarto através do difusor e continuam durante toda a noite.

Os pesquisadores também levaram em consideração as medidas de segurança para avaliar a forma como os óleos são metabolizados. Este estudo piloto envolve apenas 34 participantes, mas os dados recolhidos irão dar aos pesquisadores norteamento para um projeto mais substancial.

“Ainda que o estudo não seja grande o suficiente para realmente testarmos a eficácia, caso seja efetivo, ele nos levará a desenvolver um ensaio clínico maior”, disse Hollway.

Coconis aplaude os esforços da OSU, afirmando que mais famílias podem utilizar óleos essenciais e mais médicos também podem optar por esta ideia.

“Os pais têm conhecimento informal há anos de que isso tem funcionado, mas quando estamos falando sobre essas coisas com médicos e outras famílias, é bom ter alguma pesquisa científica como garantia”, disse ela.

FOTO: Shannon Coconis aplica óleos essenciais em seu filho Sam, para ajudá-lo a lidar com o autismo (Cortesia do Wexner Medical Center, de OSU)

Link do texto: https://www.epochtimes.com.br/pais-afirmam-oleos-essencia…/…

 

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